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toda luz

18.02.17

 #micael amarante



Não é de hoje que a gente é fã do Micael Amarante - que já abrilhantou a Rádio FARM com o Mohandas, banda que ele é um dos vocais. E aí, pra nossa felicidade, ele acabou de lançar um album solo de nome bonito e que cria uma ponte entre o humano e o divino. É aquilo que a gente não toca, mas sente. Aquilo que a gente não olha, mas vê. É Luz o nome - e não podia ser outro. 



Trocamos uma ideia com ele sobre o album, que ganhou participação da Karina Zeviani, ex-integrante das bandas Thievery Corporation e Nouvelle Vague. A conversa foi leve, do jeito a arte pode ser. 

- Como foi o processo criativo de LUZ? 
Foi uma aventura linda. Buscamos músicas de leveza e de conexão humana com o divino, inclusive com o divino que existe em todos nós. Usamos apenas quatro instrumentos pra gravação, tentando utilizar das limitações como potência. Pensamos na relação entre voz e violões e instrumentos elétricos analógicos e gravamos apenas Pedro Rondon e eu, com a participação da Karina Zeviani em "Amor de Eletricista" que compusemos juntos. Tentamos criar um disco suave e profundo, com a beleza que somos capazes de criar como humanos, como a beleza que a FARM cria na moda. 

- Você já tem uma carreira com o Mohandas e agora em paralelo está 'solo'. Qual perspectiva te trouxe estar a frente de um projeto com seu nome? 
Está sendo muito rico ao mesmo tempo que meus irmãos do Mohandas estão muito próximos do processo todo, principalmente o Pedro. É interessante tocar um projeto no qual você decide quase tudo em contraste com os processos super democráticos do mohandas, ou de se ter uma banda. Os dois tipos de processo têm muitos pontos positivos. Fazer um disco solo é uma aventura muito pessoal e é lindo poder compartilhar isso. Tenho aprendido muito e sou muito grato ao LUZ pela jornada. 

- 'Luz' traz muito da espiritualidade, é quase um respiro em tempos de transição, por vezes, tão caóticos. e um retrato também. Como você enxerga isso e como vê Deus? 
Eu vejo o LUZ como uma tentativa de ressignificar as relações de micropolítica num período em que a macropolítica parece não representar mais as pessoas. Trazer positividade e bons exemplos de várias culturas do que nós humanos somos capazes de fazer positivamente. Acredito que Deus tem muitas formas, inclusive a de Deusa, a forma feminina, que é muito ignorada no Ocidente. O disco fala dessas diversas formas, Osho, Tutankamon, Deusa, Deus, a grande Baleia do oceano, que são, na verdade, a tentativa humana de se comunicar com o mistério, com o que não entendemos. Acredito que as soluções que buscamos pro mundo virão de nós mesmos. O novo ciclo que desejamos virá de nós. Somos capazes de produzir muita beleza.  :)



A Karina, que fez participação no disco, contou pra gente que vê Luz como um som bem minimalista e intimista, que busca dizer com poucas palavras o que tem pra dizer: "Luz busca proximidade com o ouvinte, através do som que aos meus ouvidos, soa manso e acolhedor. Também por essa conexão que o Mica estabelece com deuses e deusas, que curto e que relembra a nossa própria conexão com a luz", conta.

A gente concorda e dá a dica: vem ouvir o album completo aqui!
 

Valeu pelo papo, Micael! Iluminemo-nos! 
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