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helena cooper, um olhar sobre o feminino

10.05.18

 #helena cooper #mães #ventre do mundo



AMOR. Mãe é um turbilhão de sentimentos e sensações que giram em torno de um todo: amor. Mãe é força geradora, é natureza acolhedora. É escolha e intuição.



Através dessa geração-amor, celebramos em uma campanha especial, assinada pela fotógrafa Helena Cooper, nossas futuras mães. Mães que estão nascendo e sentindo dentro de si o que é ser ventre do mundo. Flávia, Mariah, Monique e Suzana dão vida a todo e tanto amor que é a maternidade.







Em suas fotografias, a Helena exalta o poder e a potência de cada ser, com um cuidado especial para as mulheres, a força feminina. E depois desse trabalho incrível e sensível comas nossas futuras mães, é claro que a gente quer saber mais pouquinho de onde vem essa inspiração e talento, né?



 “Eu comecei a fotografar mulheres, o feminino e o cuidado, como uma atitude de cura - cura através da beleza. Onde o que reverbera desses encontros me inspira e me alimenta, e cuida de quem está sendo fotografado.

Comecei a fotografar com 14 anos, com uma câmera simples que me foi dada pelo meu avô, mas só vim a estudar artes visuais a partir dos 18 anos. Me formei em biologia pela UFRJ em 2014 e trabalhei com comunidades indígenas e quilombolas através da linha da etnobiologia e agroecologia.

Meu amor pela fotografia só se expandiu nessa epóca, mas ainda tinha meus olhos muito voltados para a área de fotografia documental.



Foi no fim de 2016 que, depois de passar por uma situação pessoal delicada, comecei a experimentar o registro de meu próprio corpo como uma forma de deslocar a imagem que eu tinha de mim quando me via no espelho, para situações onde me via feliz, saudável e satisfeita por habitar a minha pele e carregar a minha história. Eu passei uns tempos nessa época numa chácara no interior de Minas, e ali pude ter certeza do quanto me faz bem e me cura estar em contato com a floresta e a natureza em geral. Acho que não é por acaso que sou bióloga. Faz parte da minha essência essa característica.

A partir desse momento, todo meu movimento na direção de conhecer e fotografar mulheres que estavam se reconhecendo em seus próprios corpos aconteceu da maneira mais orgânica possível. Eu sempre tentei trabalhar também de uma forma bem natural, cuidadosa e respeitosa com o que me era trazido no momento dos ensaios. Seja o que era dito em palavras, seja o que era dito através do corpo. Depois, umas contávam às outras sobre o que tinham vivido com essa experiência, e logo muitas outras pessoas chegaram até mim. Eu relembro esse processo com muita emoção, porque mais do que me sentir sortuda, eu sentia como se minha vida estivesse alinhada e encaminhada.



Hoje, tenho feito ensaios pessoais para muitas pessoas, com propósitos e histórias diferentes. E sinto que trabalho com uma possibilidade de crescimento e evolução única, onde através das fotografias consigo acessar e retratar muitas belezas escondidas nas pessoas. E trabalhando com mulheres, isto tudo ainda é muito mais forte, porque sou mulher e tenho muito desejo de ver outras mulheres ocupando seus devidos lugares, seja no trabalho, nos relacionamentos, na rua ou dentro de si próprias.

Esse convite que recebi da FARM para trazer mais do que apenas meu olhar, mas também, minha forma de trabalhar com a fotografia, me possibilitando estar em uma cachoeira no meio da Mata Atlântica com quatro mulheres gestantes maravilhosas, futuras mães de cinco crianças, me gerou uma alegria imensa e orgulho sem tamanho. Eu, que ainda não fui mãe, mas não escondo que sonho muito com essa vontade, me senti muito honrada pela confiança da marca e entrega de cada uma das mulheres.



Tenho uma relação incrível com minha mãe, de uma amizade muito forte e verdadeira. E fico feliz por contar que hoje em dia, além de ser tão parceira, ela, volta e meia, é minha modelo também.

Sem dúvidas, a presença de mulheres tão fortes como minha própria mãe, minhas avós, minhas tias, e de tantas outras que conheci ao longo dessa história com a fotografia, me construíram assim: com esse tantão de amor pela natureza, poesia, sensibilidade e cuidado.”

E que mais e mais mulheres gerem amor, vivam o amor, sejam o amor. A gente é só agradecimento por essa conexão linda entre nós, a Helena, Flávia, Mariah, Monique e Suzana e todas às mães. Feliz cada e todo dia, mãe! 
 
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