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FARM visita: saracura

08.07.16

 #bianca bernardo #cesar jordão #paula borghi #saracura



É quando se parece menos possível, que se faz mais necessário, assim na vida como na arte, quando o mar se mostra revolto também é preciso que se lance. E assim, com ousadia, talento e uma dose saudável de utopia, que um trio se lançou num sonho novo e corajoso chamada SARACURA, um projeto interdisciplinar que une arte, arquitetura e educação no centro da cidade.

E fervo, porque onde boas ideias faíscam e uma turma pra lá de interessante se reúne pra ver, ouvir e aprender com outras pessoas tão bacanas quanto o resultado é sempre um belo fervo. E nós fomos conhecer um pouco melhor o SARACURA, essa plataforma pra bons encontros, formação livre e compartilhamento de experiências criada por Bianca Bernardo, César Jordão e Paula Borghi.

Como pintou a ideia? 
Compartilhávamos o mesmo desejo, o de construir um espaço cultural com uma programação interdisciplinar, lançamento de livros, cursos,  exposições de artes visuais, projetos de arquitetura, biblioteca, residências artísticas, eventos de performance e festas como meio de produção. A ideia e a vontade já existia em cada um de nós, ter um espaço como o Saracura era um sonho dos três. Estávamos apenas esperando o nosso encontro.

O Saracura reúne um ideal compartilhado e um pouco de tudo que vocês pensam e fazem, qual o background de vocês? 
Paula Borghi é gestora cultural do SARACURA, pesquisa arte contemporânea na América Latina, é idealizadora do Projecto MULTIPLO, uma plataforma itinerante em arte impressa (livros, postais, jornais e revistas), que já esteve em Cuba, Chile, Equador, Argentina e algunas cidades do Brasil. Foi assistente curatorial da 12# Bienal de La Havana e curadora da Residência Artística do Red Bull Station. Foi integrante do grupo de critica do Paço das Artes, integrante do grupo de critica do Centro Cultural São Paulo. Atualmente trabalha com o Instituto Goethe no projeto “Jogos do Sul“, em ocasião das Olimpíadas 2016 e foi comtemplada com o Projeto MULTIPLO no Rumos Itaú Cultural 2016.


Bianca Bernardo é artista plástica, arte-educadora e gestora cultural do SARACURA. Desde 2010 envolve-se com projetos educativos em instituições culturais. Integrou a equipe do Núcleo Experimental de Educação e Arte do MAM­-Rio, realizou residência educativa no Centro de Referência do Museu da Língua Portuguesa, São Paulo, desenvolve jogos e materiais educativos, programas de formação de professores e publicações na área de arte e educação. Atualmente trabalha como gerente de Educação do Museu Bispo do Rosário Arte Contemporânea.
 
Cesar Jordão é arquiteto e urbanista formado pela FAU UFRJ e mestre em urbanismo pelo PROURB. Integrou a comissão julgadora dos trabalhos selecionados para a VIII BIAU Cádiz 2012 e júri da premiação Arquiteto de Amanhã, promovida pelo IAB-RJ no qual integra o Conselho Estadual desde 2013. Atualmente elabora projetos de arquitetura em diferentes escalas e programas e participa do núcleo gestor doSARACVRA


 

Qual principal desafio de quem deseja fomentar arte e educação no Brasil hoje?

Talvez o maior desafio continue sendo a falta de suporte às diversas iniciativas de projetos nessa área. É recente por exemplo um edital da prefeitura do Rio que dá prêmios para projetos de arte e educação pela Secretaria de Cultura. Acreditamos que deveriam existir mais políticas culturais de fomento a esses projetos, multiplicando a pesquisa e inovação nessa área. 

E a maior delícia? 
A maior delícia é você poder fazer arte e educação de formas livres, experimentais. Por exemplo, no SARACURA, as conversas com os artistas, os lançamentos de livros, as exposições de arte contemporânea, enfim, toda a programação do espaço propõe ações de formação e ensino da arte através de experiências diversas com o meio. Mesmo as festas são vivências sensoriais do corpo, uma sinestesia entre o som e o espaço. Desde que abrimos as portas, em 28/5, percebemos o frequente interesse dos vizinhos, que nos visitam sempre que temos algum evento. Queremos ampliar a nossa relação com a vizinhança do SARACURA, pensando em cursos populares e ações de integração com a arte e cultura contemporânea.
 

Quais apostas da casa?
Temos dois projetos permanentes que acontecem com uma certa periodicidade, permitindo uma rotatividade eclética de profissionais ligados a cultura dentro do Saracura. MONOGRÁFICA é um projeto para lançamentos de publicações acompanhadas de uma conversa com convidados.  Junto ao lançamento é realizado uma pequena exposição de 3 dias em diálogo com a publicação. SARA-HÁ é um projeto voltado exclusivamente pra performance. Com duração de um dia, sempre aos sábados, a cada edição um curador/artista é convidado pra organização da programação.

O SARACURA está a pleno vapor, além dos eventos, cursos e palestras também vale ver a expô Primeira de Muitas, que leva artistas como Leo Ayres, Claudia Hersz e Luisa Brandelli pra "batizar" o espaço. Tão incrível que dá vontade de morar lá dentro (opa, e eles também oferecem projeto de residência artística, fique de olho)...

 É só chegar!
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