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FARM entrevista: Gui Poulain

22.03.17

 #farm entrevista #gui poulain



Basta visitar o instagram do Gui Poulain pra ficar feliz da vida. Também, pudera: o rapaz compartilha imagens lindas, superbem cuidadas e coloridas, cheias de vida e alegria em vários lugares diferentes. E receitinhas também, porque além de fotografar, escrever e desenhar muito, o Gui também cozinha! Ufa! Como não amar? 

Sorte a nossa, que pudemos contar com o Gui pra gravar um vídeo de receitinha com a marmita da Bento, nossa nova parceria (a gente mostrou tudo aqui!). É que ele tem tu-do a ver com a gente! E nas próximas linhas, você vai entender o porquê. Vem ler!  


- Gui, conta pra gente: como você começou a fotografar?
Eu sempre gostei de fotografar e, quando era pequeno, ganhei dos meus pais uma câmera do Mickey, que fazia fotos analógicas quadradas. Sempre que eles me davam um filme de 36 fotos eu ficava tentando fazer imagens que achava interessantes. Mas acho que foi só na época do começo do instagram que comecei realmente a querer fotografar pequenas coisas que via por aí. Não me considero nem de longe fotógrafo, mas fico contente quando alguém diz que gosta do meu olhar.

- E a gastronomia, como entrou na sua vida? Você sempre gostou de cozinhar?
Comecei a cozinhar desde pequeno também. Ninguém de nenhuma das minhas famílias cozinha, exceto minha avó materna. Ela era vó do tipo Dona Benta, sempre de avental, cabelos brancos penteados e camisas de linho em tons pastéis. Sempre na cozinha, fazendo doces. Lembro de me sentar na cozinha dela e ficar vendo. Nos meus aniversários costumava pedir livros de receita (ou filmes pra câmera do Mickey!) ao invés de brinquedos, e aos poucos fui começando a cozinhar. Não acho que eu tenha um real talento pra isso, acho que aprendi a cozinhar na base do esforço mesmo. E hoje, mais de 20 anos depois que fiz meu primeiro pudim de leite condensado, sei que ainda aprendo, todo dia, novas coisas na cozinha.


- Você é formado em algum curso na faculdade? Se sim, qual? Conta um pouquinho da sua vida acadêmica pra gente!
Sou formado em Design Gráfico há 10 anos. Há 8, numa crise pessoal, resolvi fazer um curso de gastronomia intensivo. Não quis mais voltar ao design e passei dois anos vendendo massas frescas e molhos pra juntar recursos e poder estudar confeitaria em Paris. Então sou formado em Design Gráfico, em Cozinha e em Confeitaria (os dois últimos são cursos técnicos).
 

- A gente soube que você se mudou pra São Paulo recentemente. Como tá sendo essa mudança? O que você foi buscar na capital paulista? 
Estou em São Paulo há 6 meses. Dois amigos videomakers se mudaram de BH pra SP e me chamaram pra morar com eles. Eu, como free lancer, pensei: “por que não?”. Vim procurar novas experiências. Não gosto de me sentir acomodado e acaba sendo um desafio constante: buscar novos clientes, fazer novos amigos, morar com pessoas que amo há tanto tempo. É gostoso também achar novas esquinas, ver novos sorrisos e criar uma rotina toda de novo.

 
- O que mais te inspira na hora de produzir - sejam vídeos, fotografias ou receitas?
Eu preciso passear na rua, onde quer que seja. Eu nunca fui a pessoa que entra num carro ou ônibus e abre o celular ou o livro, sabe? Quero ver a senhorinha de pano na cabeça lavando a janela, o que está pichado nas paredes, a flor que insiste em nascer no meio de um buraquinho no concreto. Acho que me inspiro nisso tudo: no dia a dia. É algo que parece tão ‘viajado’, mas é meio por aí: acho que as melhores experiências acontecem se abrindo pro mundo e observando a beleza em coisas que, no geral, você não dá muita importância. Sabe quando você viaja pra algum lugar e tira muitas fotos porque tudo é diferente e curioso? Então, eu gosto de fazer a mesma coisa pelos caminhos que passo todo dia, no caminho da padaria ou da academia. Sempre tem algo novo pra se ver. E uma cor nova também. Amo as cores e isso faz parte demais do meu trabalho.
 

- Como foi o processo de criação do seu livro "Cartas Amarelas"? A gente tá   por ele! 
O Cartas Amarelas conta as histórias de quando morei em Paris. Eu costumava escrever cartas online para os meus amigos aqui no Brasil poderem entender um pouquinho do que eu estava vivendo. A diferença é que eu não queria contar o meu dia a dia em si, mas os sentimentos por trás do que eu vivia: me apaixonar pelas coisas; ficar feliz ao ver o sol sair numa cidade tão cinza. Nessas cartas fui agrupando receitas: quando sentia falta da minha família, fazia receitas de família; quando a primavera chegou, receitas de piquenique; ao me apaixonar, receitas pra se fazer e comer a dois. Então é assim que agrupei as receitas: juntei minhas fotos, minhas cores, meus desenhos e o livro é uma amálgama disso tudo.
 

- A série "a cozinha afetiva dos signos" (tem post aqui no blog, ó!) também fez muito sucesso nas redes sociais. Como surgiu essa ideia?
A Cozinha Afetiva dos Signos foi ideia dos meus amigos/roomies. Mudamos pra SP os três, ainda meio sem clientes e querendo aproveitar o tempo livre pra fazer algo que fosse nosso. Eles sugeriram receitas dos signos e eu entrei de cara nesse mundo pra criá-las. Cada cor, paninho e potinho foi pensada pra combinar também com cada signo: os signos de fogo tem tons de amarelo e laranja; os de terra, muita madeira e verde. Escrevi pequenos textinhos sensíveis pra acompanhar os vídeos. Pra mim, tudo que faço tem que ter coração. Pra continuar sendo o garoto quieto que adorava escrever cartas e cartões e criar mundos em papel, o menino falante mas muito tímido que andava sozinho pela escola e se esforçava muito pra tirar notas boas nas provas, o homem responsável que quer construir o seu próprio mundo com as escolhas certas guiadas por muito amor e gentileza no coração.
 
 

- Mata a nossa curiosidade: qual a sua comida favorita na vida? 
Minha comida favorita é hambúrguer! Me dê pão, carne, queijo, bacon e salada e conseguirá me tirar o maior sorriso do mundo 

 
Diz aí: quem mais ficou com uma supervontade de cozinhar e fotografar tudo por aí? o/  Gui, a gente agradece o carinho e o afeto - palavra chave! - de sempre  e espera ter ainda mais encontros felizes com você!

Pra ficar de olho no trabalho dele, é só acompanhar o instagram, o blog e o youtubeangel

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