em 

TODO O SITE  

céu de poesia

05.05.16

 #céu #tropix #velvet caju



Nome de poesia, estado de gente sensível.  Não é de hoje que a Céu reverbera encanto - ela ficou mais perto da gente depois da festa de lançamento de Zai (vem reler aqui). Daí pra cá, foram trocas de afeto, muita poesia e, enfim, um presentão: Velvet Caju, uma coleção exclusiva em parceria com ela. 

Da música aos desenhos à mão, demos vida a um universo de brasilidade pra ser sentido, vestido e... eternizado. 



“Eu sempre gostei muito de moda, mas comecei a afinar mais meu olhar a partir do Vagarosa, meu segundo disco. O fato de pegar muita estrada pra tocar, me colocou em contato com as inúmeras maneiras diferentes de vestimentas no palco, de outras bandas, de outras culturas. Comecei a perceber a importância enorme que isso tinha, até como aliado da música”, conta a Céu.

E é sobre música, memória e o que pulsa dentro que o papo fluiu despretensiosamente, feito prosa na varanda naquele fim de tarde alaranjado, sabe? 



Como foi sua infância?
Minha infância não foi exatamente aquela da propaganda de margarina, mas tive muito acesso a cultura, ao olhar da matéria prima bruta do Brasil. Isso foi algo lindo que meus pais me deram e sou muito grata a eles, um direcionamento primoroso no olhar e na audição. Meu avô era um entusiasta da arte brasileira, era amigo pessoal do Portinari, Di Cavalcanti... Minha mãe me deu essa bagagem cultural enorme, e do lado do meu pai não foi diferente, pois ele tocava violão erudito brasileiro, era e ainda é um homem muito comprometido com a música brasileira. Minhas melhores lembranças são as férias gigantescas na casa de São Sebastião, e em Jundiaí, no sítio de uma família muito próxima a minha.

Velvet Caju traz muito das suas referências pessoais. Como você percorreu essas memórias?
Acho que tudo que faço, em termos de criação, passa pela minha memória afetiva. Talvez seja essa minha maior materia prima de criação, ou pelo menos uma delas. De alguma forma eu ainda consigo me reconectar com as coisas que me fazem real sentido, e as tento imprimir em tudo o que estou fazendo hoje em dia, como por exemplo a coleção com a FARM. 

Falando nisso, como rolou o processo criativo da coleção e a sua relação com a gente?
Me senti extremamente acolhida pela FARM e toda sua equipe. Vocês disponibilizaram muito tempo, interesse e curiosidade sobre meu universo e meus desejos no mundo da moda. Foram extremamente generosos em se aprofundar nas minhas ideias e, juntos, com todo o know how, conseguimos chegar na nossa coleção "Velvet Cajú". 



Aliás, revela pra gente sobre os bastidores de ‘Velvet’. Como foram suas vindas pra cá?
Foram divertidíssimas, estava super empolgada e feliz por terem me dado essa possibilidade. Sobre as expectativas, claro que me deu um friozinho na barriga, por estar transitando num universo tão diferente do que me é natural e eu nao tinha a menor ideia se iria vender ou não, se iria dar certo, mas pra mim já deu. Adorei o resultado final e, se estava querendo peças que não tinha ainda encontrado, na Velvet eu finalmente encontrei! 

Você mesma desenhou os silks da coleção. Já havia tido alguma experiência com desenho antes? 
Nunca havia desenhado. Foi muuuito divertido! Pra mim sair um pouquinho do mundo da música sem deixar de lado o mundo da criação e usar a moda como ferramenta foi um enorme desafio, mas o olhar da FARM sobre o que eu estava querendo dizer tambem ajudava a organizar tudo. Montamos uma equipe muito sensível e profissional!



A moda e a música estão presentes em detalhes da coleção. Como você enxerga essas duas potencialidades juntas? A música te auxiliou no processo criativo de Velvet?
Sempre! A moda amplifica a música e vice-versa. Quando as duas andam em sintonia juntas, a leitura do trabalho artístico se potencializa ainda mais como um todo. Eu estava criando meu quarto disco, que transita por um universo mais "sintético", mas sem perder a brasilidade. De alguma forma, acabamos fazendo na Velvet peças que conversam com isso. Macacão com um certo brilho metálico, blazer vestido de veludo molhado, meias de paetês com meu scarpin favorito, patchs nos jeans bem recortados... 

Assim como a sua voz é a sua identidade, uma roupa traz também uma história de identificação, é uma ferramenta na construção de si mesmo. O que você pensa sobre isso?
Eu concordo completamente que uma coisa está vinculada a outra. Estou cada vez mais me descobrindo no jeito em que me mostro na moda, no palco. Acho que tento amarrar as roupas muito com a historia do disco e ainda me reconhecendo nelas, não sendo uma mera personagem. Trabalho com uma stylist (que também está na Velvet, a Isadora), que ajuda muito a organizar isso, e na vida real tenho uma maneira simples de me vestir, não sou de usar muitas coisas, muitos acessórios. Mas as poucas que escolho, como são poucas, acabam tendo um certo destaque. Procuro escolher bem, mas tenho uma coisa com a simplicidade, o essencial, o que de fato faz sentido.



O que te inspira na hora de criar e quais as suas referências artísticas atuais?
O que me inspira são os meus desejos atuais misturados com a minha raiz. Ou seja, misturado com minha memória afetiva. Enquanto a Velvet nascia, eu estava curtindo sons mais "duros", mais máquina, mais sintetizadores, mas sem nunca deixar de lado o que é da minha alma, que são as referencias tropicais. Rock, post punck, glam, krout rock, mas com samba, maxixe, xaxado..... 

E ver a coleção todinha pronta, qual é a sensação? 
Incrível. Eu gostaria de convidar a todos pra mergulharem um pouquinho nessa coleção desejo brasil-cajú-veludo-melodia-mestiça-sintética do amor!

E depois dessa prosa renovadora com ela, a gente espera o lançamento da coleção, que rola dia 10/5 no site e nas lojas. 

Vem Velvet, vem Céu, vem tu! 

veja em novidades

outras cores >
outras cores >
outras cores >
outras cores >
outras cores >
outras cores >
TOPO

aperta o play

inativa